Foto por: Daniel Marques

 

Distante 121km de Aracaju, Neópolis é considerada a ‘Capital Sergipana do Frevo’, por manter a tradição dos carnavais de rua com muito frevo no pé. Localizada às margens do rio São Francisco, no território do Baixo São Francisco, com uma população de 16.422 hab. (Censo IBGE 2022) tem uma orlinha, com uma boa infraestrutura e casarios coloniais que datam da época do século XVII.

O município foi fundado com o nome de Santo Antônio de Vila Nova, em 18 de outubro de 1679, e foi elevado à categoria de vila em 1733, com a denominação de Vila Nova Del Rei. Em 1817, perde quatro quintos do seu território para a criação da freguesia de Santo Antônio do Urubu de Baixo, hoje, Propriá, e em 1940 passa a se chamar Neópolis.

Uma das curiosidades de Neópolis é ser uma das mais antigas vilas do Estado e uma das únicas cidades de Sergipe que tem duas igrejas católicas na mesma praça, uma de frente para a outra. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi a primeira a ser construída, no século XVII, considerada uma das mais antigas de Sergipe da Confraria de São Beneditos dos Negros.

Na época da colônia, a forca ficava ao lado da igreja. Quando os escravizados eram condenados à morte iam à igreja de Nossa Senhora do Rosário, protetora dos negros.

A igreja de Santo Antônio foi construída para ser a matriz da cidade, mas, em 1813, o inverno foi de muitas chuvas, seu teto desabou e a igreja de Nossa Senhora do Rosário passou ser utilizada até que a matriz fosse restaurada.


Divulgação

Rota do Imperador

Foto por: - Lulinha

A cidade compõe a Rota do Imperador, juntamente com Santana do São Francisco e Penedo (AL). Há passeios de catamarã que podem ser facilmente localizados e agendados e margeiam as cidades vizinhas, a rota assegura um passeio de agradável beleza paisagística, com histórias das lendas do Velho Chico e do Imperador Dom Pedro II.

É possível alugar lancha para passeios nas margens do rio, para desfrutar o belíssimo pôr do sol e também visitar as ilhas próximas e até a foz do Rio São Francisco.

 

Vila Operária da Passagem

Foto por: JPJ

Trata-se de um complexo residencial para os operários da fábrica de tecidos Peixoto Gonçalves & CIA LTDA, fundada em 1907, e que até hoje mantém tradições e regras próprias. Vale a pena fazer uma visita em busca dessas tradições, conversar com seus moradores e visitar as casas pintadas em branco e azul. Havia um prédio onde funcionava um cinema, com nome “Cine Passagem” e também um abrigo para as freiras que cuidavam da catequese dos operários. Ainda existe a capela Nossa Senhora de Fátima, salão social, clube de festas, campo de futebol (réplica das laranjeiras do Estádio do Rio de Janeiro, devido a um dos diretores da fábrica, Dr. Roberto da Silva Peixoto, ser torcedor assíduo do Fluminense), escola, creche, e outros serviços para ser ali um povoamento com serviços próprios e independentes.

Vale destacar que o Clube Passagem de Futebol foi o primeiro campeão do Campeonato de Futebol Profissional do Estado de Sergipe

Seus mais de 900 moradores, residentes em casinhas enfileiras pintadas de branco e com detalhes em azul, que remontam às cores do município e da fábrica, são funcionários, filhos, netos ou pais de operários da fábrica de tecidos Peixoto Gonçalves & CIA.

No porto da Passagem havia dois navios cargueiros, Brasiluso e Luso-brasileiro, que transportavam os tecidos para a região Sul do país, e uma lancha, construída toda em ferro, chamada Lancha Passagem, que transportava os diretores e alguns funcionários de primeiro escalão, que residiam na outra margem do rio, em Penedo-AL.

Neópolis é um atrativo à parte, pela balneabilidade sobre as águas do rio São Francisco, localizada no município, à frente da histórica Penedo (AL) e ao lado da Prainha da Saúde e da cidade de Santana do São Francisco, polo e entreposto de artesanatos e objetos de barro.

 Igreja Povoado Passagem

  Foto por: Silvio Oliveira

 

 

 

 

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

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A segunda igreja mais antiga do Estado de Sergipe está localizada na Praça central do município. Neópolis é guardiã dessa importante construção, que faz parte do Patrimônio Histórico Estadual, tombada pelo Estado de Sergipe, encontra-se atualmente interditada. Nessa Igreja foram batizados muitos escravizados e crioulos, faz parte do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, seu tombamento está datado de 23 de Abril de 1981.

Casa Azul

Foto por: PMN

Residência que recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II, em sua expedição pelo Rio São Francisco. O imperador chegou a Vila Nova (Neópolis), a bordo do seu navio Pirajá, em 15 de outubro de 1859, recepcionado pelo Capitão Jerônimo e foi acolhido em sua residência, na qual, atualmente, vive a família de Ritinha Bastos, que mantém a arquitetura e história da casa Azul.

Artesanato com a palha do Ouricuri

Foto por: PMN

Para conhecer melhor o artesanato de Neópolis/Sergipe uma parada obrigatória é no Povoado Passagem, na” Associação das Formiguinhas”, nome dado pelo trabalho em conjunto. Essa arte ficou entre os 100 melhores artesanatos no país.

 

Aldeia Indígena Fulkaxó – Turismo de experiência

Foto por: PMN

Localizada em Neópolis, no limite com Pacatuba, município vizinho, a aldeia foi reconhecida como reserva indígena em 2024, contando com pouco mais de 20 famílias. Após a divulgação do reconhecimento, a aldeia passou a receber visitantes em busca de experiências e contato com a ancestralidade indígena. Os Fulkaxó são descentes dos Xocó. Na aldeia há construção de casa de palhas e é possível vivenciar os costumes dos povos originários.

 

Casa 17 – Resistencia e História

Foto por: PMN

Da antiga fábrica de óleo de caroço de algodão Alberto Vaz restam apenas as ruínas de suas instalações, e, nas proximidades, a casa 17, onde residiu Nicolau Constantino Janacopoulos - cidadão grego – o primeiro gerente administrativo da fábrica da Juta. Era mais que um gerente, era o seu guardião. E ele residia, com sua esposa, Dona Faustina, uma das netas da Marquesa de Santos (Domitila de Castro Canto e Melo), famosa amante de D. Pedro I, Imperador do Brasil. em um ponto estratégico: bem no ‘pé da ladeira’, como se fala. Exatamente na casa de número 17.

 

Aracaré – Depositário de Ruínas Coloniais

Foto por: Daniel Marques

Nos históricos mapas cartográficos de João Teixeira Albernaz, renomado cartógrafo português, datados de 1612, nas margens do rio São Francisco existiam apenas três representações cartográficas que indicavam a presença humana: o Penedo de São Pedro, a Ilha dos Tapuias e a Aldeia do Aracaré.

O Morro do Aracaré, às margens do rio São Francisco, em Sergipe é formado de rochas permianas na bacia de Sergipe-Alagoas. Conta-se que Maurício de Nassau tentou se estabelecer na região, tomando o rio São Francisco como limite sul de seu domínio. Após três meses de permanência, retornou para Recife, deixando o Forte Maurício de Nassau por ele construído em Penedo e como bom estrategista, percebeu que as tropas da Bahia poderiam vir ao seu encontro, e mandou construir uma fortaleza no morro do Aracaré: o Fortim da Ponta do Aracaré, localizado abaixo de Santo Antônio de Vila Nova, em Neópolis.

Ibiza Privê São Francisco – Chalés boutique com charme e conforto

Divulgação

Ibiza Privê foi criado para desfrutar momentos únicos em família, liberar as crianças no gramado, ler bons livros na rede, aproveitar o clima gostoso à beira do rio São Francisco. Sua localização fica a 8km do centro da cidade e a reserva contempla o espaço inteiro, com estacionamento privativo, enorme jardim, cozinha completa, roupa de cama e banho, além de oferecer uma paisagem privilegiada e uma estrutura que é destaque na região, o Ibiza Privê oferece descida exclusiva para o deck, perfeito para os amantes da natureza.